O filósofo e o ego

A filosofia é algo maravilhoso sendo a arte do pensamento, mas o que contemplamos de errado é o ego do ser que filosofa, do ser que pensa e que expressa o que pensa. Expressar o saber é certo, pois é compartilhar o saber. Gerando junto com outras impressões sempre uma impressão nova e desta outras e outras mais novas. Isso é a evolução do pensamento. Quando no oriente se fala em ego, quando Lao Zi escreveu, quando Buda falou sobre ego, não esta tratando do mesmo ego que nos ensinou Freud, mas da necessidade de provar algo, de se estar com a razão e de certa forma de ter alguma ou toda atenção da platéia. De um desejo sem motivação limpa. Quando ensinamos de coração, nem sempre somos bons oradores ou nos expressamos bem, mas quando o coração fala, o ego cala, o ser se torna um lago sereno, ainda imperfeito pois é de carne e ossos e tudo o mais, feito de matéria que perece imperfeita. Agora dentro desta imperfeição existe a paz, não eterna, mas ela passa a ser a regra e neste lago sereno há sensações, há sentimento e há fluxo, o que não há é turbulência, mesmo que um tufão passe pelo caminho e tudo a volta, até mesmo quando o corpo não se mantem integro. E ainda assim se a água se abalar, com muito mais facilidade retorna ao seu estado de tranquilidade. A espiritualidade pode ser vivida por um filósofo ou um cientista sem que estes percam seus critérios, pois a pratica espiritual propriamente dita não é presa a uma crença e tão pouco a crença da inexistência de uma divindade, não está ligada a nada que se acredita mas ao que se pratica e vive deixando a mente sempre aberta para aprender e fazendo isso pelo puro amor ao saber.
Que o amor da Lótus verdadeiramente floresça em seus corações, pois ha grande  alegria em contemplar a evolução de todos nós! Cada paço dado é motivo de gratidão.

Muita gratidão, obrigado!
Yasoha, dez 2015

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